Segunda-feira, Abril 23, 2012

A lógica do trânsito sem lógica em São Paulo

Eu fico cada vez mais chocada com a imbecilidade que reina na prefeitura de São Paulo e, consequentemente, na CET, o órgão (sexual) da prefeitura que não cansa de foder com os pedestres e ciclistas desta cidade. 


Reportagem do Estadão (que segue indicada abaixo) agora diz que a prefeitura vai torrar dinheiro em uma campanha educativa televisionada para "educar" os pedestres (os pedestres??? Ora, quem precisa de licença para sair às ruas - com um carro - é o motorista, ele é que deve receber alguma educação!) a levantarem a mão para conseguirem atravessar uma rua que não tenha farol de pedestres para interromper o trânsito.


Ora, eu quero é ver esses imbecis sem-noção da CET e da prefeitura de SP tentando atravessar a primeira faixa sem farol de pedestre que existe descendo a rua Tabatinguera, na Sé. Quero ver essas bestas humanas pararem aquele trânsito estúpido levantando a porra da "mãozinha" que eles dizem que a gente tem de levantar. 


Isso é uma chacota! A CET e a prefeitura estão tirando sarro da cara dos pedestres paulistano com essa ideia patética! 


Desafio os imbecis da CET 3 vezes a procurem no mundo civilizado - países que não dão licença de direção para macacos, assassinos, psicopatas e outras criaturas imbecis - alguma cidade em que o pedestre, para conseguir atravessar a rua, tenha que levantar o braço e mandar o trânsito parar. ME FALE 1 PAÍS EM QUE VOCÊ É OBRIGADO A FAZER ISSO!


Cara, esses imbecis dessa campanha ainda não explicaram como é que um deficiente físico que se sustenta em 2 muletas vai levantar a porra da "mãozinha"! 


Esses imbecis ainda não explicaram como é que uma criança vai atravessar uma rua levantando a sua "mãozinha". 


E um idoso que se apóia numa bengala e na outra mão traz uma sacola cheia??? 


E os portadores de tetraplegia que dependem de cadeira de rodas, vão levantar que mão, seus bostas??? 


A lógica em São Paulo está de cabeça para baixo!


Estou ficando desesperada de ter de morar no ANTRO que se tornou essa cidade depois que o Kassab foi eleito.



Campanha na TV vai ensinar 'mãozinha' para pedestres

Propaganda deve ser estrelada pela cantora Wanderléa e pretende mostrar à população a importância do gesto


Lançado no ano passado pela Prefeitura, o gesto do pedestre não "pegou" na cidade de São Paulo. Por desconhecimento ou timidez, as pessoas ainda não o utilizam para indicar aos motoristas que desejam atravessar nas faixas sem semáforo. Agora, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) pretende lançar uma campanha na TV para estimular o uso do sinal, que consiste em esticar, da calçada, o braço à frente do corpo, revelando aos condutores a intenção da travessia naquele local.

[...] Prevista para começar em duas semanas, a ofensiva publicitária terá o objetivo não apenas de apresentar o gestual à população, mas de fazer com que quem já o conhece não tenha vergonha de aplicá-lo. Para isso, uma personalidade será vista nos comerciais ensinando a fazê-lo. 

Quarta-feira, Abril 18, 2012

Considerações sobre a CET e a qualidade dos motoristas de São Paulo

Reportagem do Estadão baseada em pesquisa da CET com motoristas paulistas parece ter saÍdo de alguma piada sem graça daquele programinha chamado CQC. 


Essa talvez tenha sido a pesquisa mais sem-noção de que já ouvi falar...Vejamos:

A) "Fumar, ficar conversando e usar o telefone celular. Atenção! Não se pode fazer nada disso antes de atravessar a rua. É o que dizem motoristas ouvidos em pesquisa" - Ora bolas, quem é proibido por lei de fumar, falar ao celular e conversar é o motorista! (pois não podem tirar as mãos do volante ou se distrair com conversas), está na lei! Ora bolas, eu não preciso de permissão do Estado para ser pedestre, é o motorista quem precisa! 

B)"Segundo eles, essas atitudes provocam a distração de quem está a pé, deixando pouco clara a intenção de usar a faixa de pedestres. Os condutores, então, desistem de aguardar." - HAHAHAHA! UHUHUHUH!!! Aaahhh, minha barriga!... sem comentários!


C) ""o pedestre distraído, que fica olhando para os lados", os estimula a não parar. - HAHAHAHA! (2) 


D) "46,3% afirmaram que ficar parado na calçada falando ao celular também atrapalha. Outra atitude que confunde 29,2% dos condutores é ver o pedestre na calçada, perto da faixa, conversando com outras pessoas." HAHAHAHA!!! Pedestre, não pare na calçada! O motorista pode pensar que você está esperando ser atropelado sobre ela!

E) "Nenhum dos dois (pedestres entrevistados na reportagem) afirma usar o gesto do pedestre para indicar a intenção de atravessar." - Sabe por quê? PORQUE NÃO ADIANTA NADA! 

F) "Nancy Schneider (da CET) diz que os motoristas sugerem outras ações aos pedestres. "Para 34% deles, colocar o pé na faixa seria um jeito de entender que a pessoa quer atravessar." HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!! Ah, claro! Estamos na Suécia! Motoristas suecos dirigem pelas ruas de SP! Basta você colocar o pé em uma das milhões de faixas espalhadas por SP que os motoristas param imediatamente!!!



Gente, diante de tal pesquisa, eu não tenho mais dúvidas: vamos suspender 80% das habilitações para dirigir dadas aos motoristas paulistas! Sim, porque basta ver pelas respostas que eles simplesmente não têm a menor condição de conduzir um veículo, simplesmente porque não possuem a menor noção da realidade! Essas pessoas não devem ter lido o Código de Trânsito Brasileiro pra falar bobagens desse tamanho! 


Quanto à CET, bem... a CET... Esse órgão não serve pra nada mesmo, não é? Então, pra quê gastar dinheiro sustentanto essa estrutura estúpida, comandada por diretores estúpidos e completamente sem noção?

Quinta-feira, Fevereiro 09, 2012

O Metrô paulista e a "competência" administrativa do PSDB no estado de SP

O caso sério do Metrô paulista

Emprestado do Viomundo, do Azenha.


Do Márcio Palmeirense, compartilhado pela Bernardete Toneto no Facebook.
Ele escreveu que era o Metrô às 18 horas, sentido zona Leste.

Essa é a tal da competência administrativa que o Alckmin e o Serra (éééécaaaaaa!!!) dizem que ter para governar o estado de São Paulo. O fato é que eles destruiram o metrô paulistano.

Não, eles não só não fizeram mais metrô na capital (linha amarela não foi com dinheiro do estado e já nasceu mal planejada, mal projetada e mal assistida), não só não levaram o metrô para cidades como Campinas (que tem dezenas de universidades e a segunda maior população do estado - salvo engano) e Ribeirão Preto, por exemplo, como destruiram o que havia na capital do estado.

O governo do PSDB não só não gasta dinheiro com o que é necessário - vide a educação pública e o transporte por trilhos - como desperdiça dinheiro público destruindo o meio ambiente com o Roubanel e armando a polícia até os dentes e inventando razões para gastar o armamento acumulado CONTRA O CIDADÃO PAULISTA (vide Cracolândia, Pinheirinho e USP).

Voltando ao metrô paulistano: sabe o que é isso? O governo federal fez nos últimos 9 anos o que tinha de ser feito - fez o país crescer e gerar empregos. Com isso, mais pessoas saem para trabalhar e precisam usar o transporte público - que é responsabilidade do governo do estado e da prefeitura (que em SP também está nas mãos de um parasita do ex-DEM), mas, como eles privilegiam a corrupção, o desperdício com o que não precisa e a parasitagem do Estado, não sobrou grana pra investir no transporte sobre trilhos.

Terça-feira, Fevereiro 07, 2012

10 motivos para ser a favor da vida através da descriminalização do aborto

Da página da Católicas Pelo Direito de Decidir, no Facebook.

1 – A questão sobre o aborto não diz respeito à “vida”, mas à “vida humana”, ou seja, ao indivíduo. Não é uma questão de saber como começa a vida, é uma questão de saber em que etapa do desenvolvimento o nosso Estado laico deve aceitar um embrião como um cidadão digno de direitos.

2 – Para estabelecer se um embrião é um cidadão, o Estado deve ser informado pela ciência sobre quando surgem no desenvolvimento os atributos mais caracteristicamente humanos.

3 – Os atributos mais caracteristicamente humanos não são ter um rim funcionando, nem um coração batendo, mas ter um cérebro em atividade. Isto é razoavelmente estabelecido porque é a morte cerebral que é considerada o critério para dizer quando uma pessoa morreu, e não a morte de outros órgãos. Por isso mesmo transplante de coração não é acompanhado de “transplante” de registro de identidade.

4 – Se a morte do cérebro é o critério médico que o Estado aceita para considerar o indivíduo humano como morto, o início do cérebro deve ser logicamente e necessariamente o critério para considerar o início do indivíduo, e não a fecundação.

5 – Considerar a fecundação como o início do indivíduo humano é perigoso, porque é definir um indivíduo apenas por seus genes. Isso é determinismo genético.

6 – O cérebro não tem sua arquitetura básica formada no mínimo até o terceiro mês da gestação. Isso significa que o embrião não percebe o mundo, não tem consciência, é um punhado de células como qualquer pedaço de pele. Por isso não é moralmente condenável que as mães tenham direito de escolher não continuar a gestação antes deste período.

7 – Usar o argumento de que o embrião ou o zigoto tem o potencial de dar origem a um ser humano para protegê-lo não vale, porque seria o mesmo que tentar proteger os óvulos que se perdem logo antes das menstruações em todas as mulheres, ou os espermatozoides que são jogados fora na masturbação masculina. Além disso, hoje a ciência sabe que toda célula humana, até as células da pele, tem o potencial de dar origem a um ser humano inteiro, bastando para isso alguns procedimentos de clonagem. No entanto nós destruímos essas células diariamente: arrancando a cutícula, roendo as unhas, passando a mão no rosto, arrancando fios de cabelo, etc. Potencial não concretizado não é argumento para defender coisa alguma.

8 – Se você acha que o embrião precoce ou o zigoto tem consciência, é responsabilidade sua provar isso, não é o que os cientistas dizem. E num Estado laico, vale o que pode ser estabelecido independentemente da crença religiosa. Se sua crença religiosa diz que uma única célula é consciente, você não tem o direito de impor sua crença a ninguém ao menos que possa prová-la e torná-la científica. Todos os que tentaram fazer isso falharam até hoje: uma célula formada após a fecundação não é essencialmente diferente de qualquer outra célula do corpo.

9 – A vida, em sentido mais amplo, que inclui os outros animais, as plantas e os microorganismos, é um processo ininterrupto que começou neste planeta há aproximadamente 4 bilhões de anos atrás. Por isso é importante reiterar: não é o “começo da vida” que está sendo debatido, mas sim o começo do indivíduo humano como um ser consciente, dotado de uma mente e digno de proteção do Estado.

10 – Concluindo, é a mãe, um ser humano adulto, uma cidadã com direitos, quem merece prioridade de proteção, e não um embrião de poucas semanas. Se ela não se sente preparada para cuidar de uma criança, ela deve ter o direito de interromper sua gestação, caso esta gestação esteja no começo e o embrião não tenha cérebro desenvolvido. Existem estudos científicos que mostram que crianças indesejadas têm maior chance de desenvolverem transtornos psiquiátricos e serem cidadãos problemáticos e infelizes. E também existem estudos que mostram que a descriminalização do aborto esteve associada à redução nos índices de criminalidade nos Estados Unidos. Deixar as mulheres terem poder de decisão sobre seus próprios corpos é reconhecer um direito natural delas e assegurar que só tenham filhos quando sentirem que podem trazê-los a este mundo com amor e saúde, para que o próprio mundo em que crescerão seja também mais saudável.

E é por isso que defender que o aborto seja uma escolha, e não um crime, é também defender a vida humana.

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2012

A barbárie do PSDB no Pinheirinho e a técnica nazista de discurso do PSDB

Os malandros integrantes do PSDB estão desesperados com os impactos eleitorais que o massacre do Pinheirinho - ordenado pela justiça paulista, promovido e incentivado pelo governador-que-comprou-diploma-de-médico Alckmin e pago pela população paulista - deve ter nas eleições já do ano que vem.

Pois o leão de chácara Aloísio Nunes, do partido acima citado, está tentando aplicar a lição de Joseph Goebbels - uma mentira contada mil vezes vira verdade - e escreveu que o massacre do Pinheirinho não foi massacre coisa nenhuma, que não morreu ninguém, os moradores eram bandidos invasores e mereciam ser despejados, que o governo federal (nas mãos do PT!) não fez nada e que os vídeos que estão disponíveis na internet não passam de miragem, produção cinematográfica feita em laboratório do PT, pago com dólares cubanos apenas para difamar o excelente governo feito pelo PSDB em SP, principalmente na área social e educacional e que vai provar a malandragem visual do PT com um laudo emitido pelo mesmo médico legista que afirma de pés juntos que José Serra (ééééécaaaa!) foi atingido por um paralelepípedo na cabeça durante campanha de 2010.

Veja o que o defensor público diz do ataque e dos absurdos jurídicos cometidos para que houvesse a reintegraççao de posse no Pinheirinho:



Aproveite e veja que tem gente realmente exigindo decencia na cobertura dos fatos pelas porcarias de rede globo e afiliadas:



O PT respondeu através de seu secretário de Comunicação. Vejam os dois textos abaixo, publicados no Viomundo:

Quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012


O Diretório Estadual do PT em São Paulo repudia os ataques feitos pelo senador Aloyzio Nunes Ferreira, em artigo publicado na edição dessa quarta-feira (1º) do jornal “Folha de S. Paulo”. Artigo esse que atribui caráter de mentira às denúncias feitas por moradores que vivenciaram a desocupação da Vila Pinheirinho, em São José dos Campos.

Um mutirão organizado por entidades sociais e movimentos populares coletou mais de 500 depoimentos dos moradores da ocupação ao longo da última segunda-feira (30). Com base nesses relatos foi elaborado um relatório que será entregue ao Governo Federal, ONGs nacionais e internacionais para a devida apuração da ação policial na localidade. A partir dessa conclusão será possível comprovar o que de fato aconteceu.

Também a Audiência Pública ocorrida na Assembléia Legislativa de São Paulo no dia 1 de fevereiro poderia ajudar o nobre Senador do PSDB a descobrir o que é verdade e o que é mentira. Lá, além dos deputados do PT e de outros partidos, estavam representantes do Ministério Público Estadual, da OAB, moradores e entidades sociais.

Não houve por parte do PT nenhum relato de crianças mortas, mas essas foram sim alvo de uma ação violenta e traumática, fartamente documentados em áudio e vídeos. O relato de violência contra crianças, idosos e mulheres não foi feito pelo PT, mas sim por moradores do Pinheirinho e seus vizinhos do entorno que sofreram um ataque por terra e pelo ar. Derramou-se muito sangue, sim, Senador Aloysio Nunes; pessoas foram baleadas, sim; foram espancadas, sim; os abrigos oferecidos parecem campos de concentração, sim. A verdade é que existiam outras soluções possíveis para esse impasse, que não resultariam em uma ação ilegal e truculenta . Por isso a tentativa de mediação junto ao governo federal.
Ficam apenas as perguntas: Por que a determinação da Justiça Federal – de suspender a desocupação – foi descumprida pelo Coronel que comandava a tropa? O que fazia lá o juiz estadual Rodrigo Capez, que não tinha jurisdição no caso, e recomendou ao coronel não acatar a ordem do juiz federal? Qual interesse da juíza Márcia Mathey Loureiro tinha em revogar uma liminar indeferida há anos pela Justiça e mandar a Polícia Militar desocupar a área, se nem mesmo o proprietário da área – o conhecido criminoso de colarinho branco Naji Nahas havia se manifestado?

O PT-SP aguarda uma apuração dos fatos e a descrição da ação de cada um dos agentes dessa desocupação, contemplando, assim, o Governo do Estado, dos juízes, o Governo Municipal, a Polícia Militar, a Guarda Civil Municipal e o Conselho Tutelar local.

Por fim, o Senador do PSDB tenta rebaixar o massacre dos 6.000 moradores do Pinheirinho a uma mera disputa eleitoral.

É a defesa de quem não tem defesa, daqueles que no Estado e na Cidade de São Paulo implementam a política da higienização, seja na Cracolândia ou no Pinheirinho.

A diferença entre o PT e PSDB pode ser avaliada na atuação dos seus Senadores por São Paulo, pois enquanto o Senador Suplicy integrava uma comissão para mediar junto ao Estado e União uma saída para proteger famílias de trabalhadores, que moravam a 8 aos moradores do Pinheirinho e evitar o massacre, o Senador Aloysio Nunes procura justificar a barbárie, pondo a culpa nos moradores e no PT.

Mas uma coisa é verdade, nesta o PT estava com os pobres e o PSDB com o Naji Nahas.

Aparecido Luiz da Silva, secretário de Comunicação do PT-SP

(Agora) Leia o artigo publicado no jornal Folha de São Paulo nesta quarta-feira (1º) (só podia ser nesse jornal de merda! - eu)

As mentiras do PT sobre Pinheirinho
 Aloysio Nunes Ferreira
Em face da reintegração judicial de posse da área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, o PT montou uma fábrica de mentiras para divulgar nas próximas campanhas eleitorais. Em respeito aos leitores da Folha, eis as mentiras, seguidas da verdade:

Mentira 1: “O governo federal fez todos os esforços para buscar uma solução pacífica”.
Verdade: Desde 2004, a União nunca se manifestou no processo como parte nem solicitou o deslocamento dos autos para a Justiça Federal. Em 13 de janeiro de 2012, oito anos após a invasão, quando a reintegração já era certa, o Ministério das Cidades – logo o das Cidades, do combalido ministro Mário Negromonte – entregou às pressas à Justiça um “protocolo de intenções”. Sem assinatura, sem dinheiro, sem cronograma para reassentar famílias nem indicação de áreas, o documento, segundo a Justiça, “não dizia nada”, era uma “intenção política vaga.”
 
Mentira 2: “Derramou-se sangue, foi um massacre, uma barbárie, uma praça de guerra. Até crianças morreram. Esconderam cadáveres”.
Verdade: Não houve, felizmente, nenhuma morte, assim como nas 164 reintegrações feitas pela Polícia Militar em 2011. O massacre não existiu, mas o governo do PT divulgou industrialmente a calúnia. A mentira ganhou corpo quando a “Agência Brasil”, empresa federal, paga com dinheiro do contribuinte, publicou entrevista de um advogado dos invasores dando a entender que seria o porta-voz da OAB, entidade que o desautorizou. A mentira ganhou o mundo. Presente no local, sem explicar se na condição de ativista ou de servidor público, Paulo Maldos, militante petista instalado numa sinecura chamada Secretaria Nacional de Articulação Social, disse ter sido atingido por uma bala de borracha. Não fez BO nem autorizou exame de corpo de delito. Hoje, posa como ex-combatente de uma guerra que não aconteceu.

Mentira 3: “Não houve estrutura para abrigar as famílias”.
Verdade: A operação foi planejada por mais de quatro meses, a pedido da juíza. Participaram PM, membros do Conselho Tutelar, do Ministério Público, da OAB e dos bombeiros. O objetivo era garantir a integridade das pessoas e minimizar os danos. A prefeitura mobilizou mais de 600 servidores e montou oito abrigos. Os abrigos foram diariamente sabotados pelos autodenominados líderes dos sem-teto, que cortavam a água e depredavam os banheiros.

Mentira 4: “Nada foi feito em São Paulo para dar moradia aos desabrigados”.
Verdade: O governo do Estado anunciou mais 5.000 moradias populares em São José dos Campos, as quais se somarão às 2.500 construídas nos últimos anos. Também foi oferecido aluguel social de R$ 500 até que os lares definitivos fiquem prontos. Nenhuma família será deixada para trás.

Entre verdades e mentiras, é certa uma profunda diferença entre PT e PSDB no enfrentamento do drama da moradia para famílias de baixa renda. O Minha Casa, Minha Vida só vai sair do papel em São Paulo graças ao complemento de R$ 20 mil por unidade oferecido pelo governador Geraldo Alckmin às famílias de baixa renda. Sem a ajuda de São Paulo, o governo federal levaria 22 anos para atingir sua meta.

O PT flerta com grupelhos que apostam em invasões e que torcem para que a violência leve os miseráveis da terra ao paraíso. Nós, do PSDB, construímos casas. Respeitar sentença judicial é preservar o Estado de Direito. É vital que esse princípio seja defendido pelas mais altas autoridades. Inclusive pela presidente, que cometeu a ligeireza de, sem maior exame, classificar de barbárie o cumprimento de uma ordem judicial cercado de todas as cautelas que a dramaticidade da situação exigia.

PS do Viomundo: Pela reação, está claro que o PSDB já teme o impacto eleitoral da truculência em São José dos Campos.

Vale citar:

"Como disse, PHA: Estas ações do governo tucano de SP não são ações “desastradas”, mas orquestradas a fim de mandarem um recado ao eleitorado de direita e extrema-direita: “Vocês têm um líder”. Esta prática será seu mote de campanha, quem sabe até presidencial! Não necessariamente dele – Alckmim, mas de um outro que, de uma maneira ou de outra, simpatize com esta política.
Estas ações visam, portanto, reagregar o pensamento excludente, higienista, egoísta e nazista da direita e extrema-direita no país, até então envergonhados, mostrados apenas na internet."

Domingo, Janeiro 29, 2012

"Pinheirinho" da Dilma???

Sempre soube que a maior parte das leis brasileiras são feitas por picaretas enganadores para beneficiarem a si próprios e a seus comparsas de safadezas (eventualmente também chamados de amigos). Lei feita, juízes com pobre formação humana e moral (traduzindo: "falta de berço"), tratam de fazer valer a letra morta da lei em benefício apenas daqueles que fizeram essa lei, sem analisar quem será afetado negativamente diretamente por ela. É como se a moeda tivesse apenas um lado.

O caso da desapropriação do Pinheirinho foi exatamente isso: interpretação fria, pobre e mesquinha, porém conveniente, da letra de uma lei. Milhares de pessoas jogadas na rua simplesmente porque um grileiro (sim, grileiro, porque ninguém explica como um terreno que pertencia a uma família alemã, dizimada por um crime, foi parar nas mãos de um libanês sem nenhuma conexão com os proprietários originais do terreno). O libanês,  que é amigo e favorecedor do governador de SP e do prefeito de São José dos Campos, que por sua vez é irmão de um desembargador da justiça paulista, que fez cumprir sem demora a decisão de uma juiza obtusa e de formação humana e moral duvidosa (link para o vídeo em que a juiza explica o inexplicável. Só assista se tiver estômago forte. E tire suas crianças da sala).

E deu no que deu: milhares de pessoas humildes, que já sofriam de várias carências e das graves e injustas consequências da omissão estatal, foram todas jogadas na rua. Parte de suas propriedades como camas, guardarroupas, carroças e até animais foram na prática expropriadas pelo estado e soterradas pela ação de tratores contratados para destruir o pouco que tinham acumulado. Viraram sem-teto milhares de mães, crianças, bebês, idosos, pessoas com necessidades especiais, mulheres e homens trabalhadores. A "justiça" foi ligeira para fazer valer o suposto "direito" de apenas UMA pessoa muito rica e influente, que não prova a aquisição por meios legais do terreno conhecido por Pinheirinho. Um exército de 2 mil homens (muitos deles saidos de comunidades pobres como o Pinheirinho), pagos por toda a sociedade, foram colocados à disposição da "justiça" (já reparou como esse termo despersonaliza uma ação que foi, essencialmente, pessoal, uma ação entre amigos?) para massacrar uma comunidade pobre que apenas fez valer o artigo 5º, incisos XXIII, da Constituição Federal. E, do grupo agressor, quem se preocupou em fazer valer o inciso XXIV da Carta Magna???
Charge publicada no blog Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim. Espero que PHA não se importe do empréstimo...

Saindo do estado de São Paulo e chegando ao Mato Grosso do Sul, temos mais um caso de letras mortas sendo friamente usadas contra seres humanos integrantes de uma coletividade. As vítimas, dessa vez, serão os índios da tribo Kaiowaa, que estão sofrendo ameaças de expulsão por "reintegração de posse" de uma terra que originalmente é sua - porque o Brasil pertence, originalmente, aos índios! E quem está por trás desse pedido de "reintegração de posse"? Alguns fazendeiros interessados em expandir suas propriedades e aumentar seu patrimônio.  E dessa vez o assunto é com o governo federal: o cuidado com a população originalmente brasileira (e mais brasileira do que qualquer um que tenha nascido aqui depois dos portugueses!) é de responsabilidade do governo federal, nas mãos, hoje, de Dilma Rousseff.

Os índios, proprietários naturais das terras brasileiras, têm sofrido dizimação ao longo dos mais de 500 anos de história da população brasileira após a chegada portuguesa. Hoje, em tempos de forte comércio internacional de commodities agricolas, mais ainda eles sofrem com a expulsão de suas próprias terras. E a "lei" dura e fria, feita por quem dela se beneficia, vai ordenar mais uma vez a expulsão de milhares em benefício de alguns, exatamente como aconteceu no Pinheirinho. E os que fizeram as leis da propriedade para benefício próprio dirão simplesmente: "A justiça foi feita".

Leia nota do Ministério das Cidades sobre a violência que se abateu sobre a população do Pinheirinho em nome da defesa cega do direito à propriedade (improdutiva), e o que estava sendo feito antes da invasão da Gestapo paulista.

Quarta-feira, Janeiro 25, 2012

FGTS vai financiar a construção de templos religiosos

Pois, se deixarmos as coisas nas mãos dos parasitas religiosos que são sustentados pelo povo lá no Congresso Nacional, é isso que vai acontecer: nosso FGTS vai financiar a construção de templos religiosos.

É a blogueira do Fiscais de Fiofó S/A, mais uma vez, atenta.

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Daí que eu tava dando um tempo, tirando umas férias…mas esse povo não dorme em serviço. Além de aprovar destinação de recursos da Lei Rouanet para a música Gospel eu acabo de descobrir dois projetos supimpas do povo que tem alergia a pagar impostos (mas que não se furtar a querer benefícios quando interessa)

Projeto de Lei 3044/2011do Deputado Federal Aguinaldo Ribeiro do PP/PB
Objetivo: Financiar construção de templos religiosos com recursos do FGTS

É isso mesmo, meu caro amigo trabalhador. O seu dinheiro do FGTS financiando as megalomanias, tipo Templo de Salomão, de Macedo e companhia. Né lindo?

O Congresso Nacional decreta:
Art. 1o O art. 9º, §2º, da Lei nº. 8.036, de 11 de maio de 1990, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 9º ………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
§2º Os recursos do FGTS deverão ser aplicados em habitação, saneamento básico, infraestrutura urbana e poderão ser aplicados também para construção de templos religiosos. As disponibilidades financeiras devem ser mantidas em volume que satisfaça as condições de liquidez e remuneração mínima necessária à preservação do poder aquisitivo da moeda.
………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Mas perai que melhora…ou piora, na verdade

Não contente de financiar templos religiosos com dinheiro do FGTS do trabalhador, o deputado Aguinaldo Ribeiro do PP/PB pretende que nessas construções as igrejas fiquem isentas de pagar a Previdência Social!

Quer dizer, amigo trabalhador, que você será lesado DUAS VEZES, com uma benção só!
PL 3045/2011

O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º As entidades religiosas ficam isentas do pagamento da contribuição de financiamento da seguridade social, a que se refere o art. 22 da Lei 8.212, de 24 de julho de 1991, com a redação dada pelo art. 1º da Lei nº 9.876, de 26 de novembro de 1999, relativamente às remunerações pagas, devidas ou creditadas, em virtude de obras de construção de templos ou da sede social.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação

Depois não digam que eu não avisei!

Massacre no Pinheirinho - Tirania descontrolada do Governo de SP

Esse governador de SP é um tirano.



Desejo ao Alckmin e ao prefeito de SJC uma morte lenta e bem dolorosa. E que eles estejam lúcidos, para lembrar de todas as famílias que sofreram por causa da crueldade e covardia deles.

E não me venham com blá-blá-blá hipócrita.

Reintegração de posse no Pinheirinho: Ação entre amigos

O Tribunal de Justiça e o comandante da PM, o gov. Geraldo Alkmin não 
tinham outra saída além de atender Naji Nahas 

Texto originalmente publicado no blog do Marques Casara e sugerido por leitor do Viomundo.


Com armas de combate e carros blindados, a Polícia Militar de São Paulo realizou uma operação de guerra em São José dos Campos. Colocou helicópteros, cães, armamento, escudos, ROTA, tropa de choque, quase dois mil homens a serviço da “reintegração” da ocupação Pinheirinho.

Em 2004, com mais de 1 milhão de metros quadrados, Pinheirinho era um terreno abandonado. Começou a ser ocupado por famílias pobres da região do Vale do Paraíba – entre São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2012, quando as tropas chegaram, seis mil pessoas viviam no Pinheirinho. Tornou-se um bairro pobre como qualquer outro, com lojas, igrejas, esgoto a céu aberto, ruas de terra, biroscas, miséria, casas em situação precária.

O terreno pertence a Selecta S/A, uma empresa falida controlada por Naji Nahas. Essa é a informação mais importante até aqui. Logo veremos porque o Tribunal de Justiça de São Paulo e o comandante da Polícia Militar, o governador Geraldo Alkmin, não tinham outra saída além de atender Nahas.

Ação entre amigos

Existia uma negociação avançada para resolver o problema sem o uso da força. Por conta disso, por duas vezes, o Tribunal Regional Federal (TRF) caçou a liminar que determinava a reintegração de posse: na sexta feira e no próprio dia da invasão, domingo.

Nada disso foi levado em conta. Mesmo no domingo, quando a ordem do TRF foi enviada diretamente ao comando das operações no Pinheirinho. Quem recebeu o oficial de justiça foi ninguém menos do que o desembargador Rodrigo Capez, que respondia pela presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Capaz não estava ali para cumprir seu dever cívico ou suas obrigações como desembargador. Estava ali para dar uma carteirada no oficial de justiça do TRF. “A ação da Polícia Militar continua”, anunciou o desembargador. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil, ao fazer isso Capez rompeu o “pacto federativo”.

Mas quem se importa? O que acontecia ali era algo mais importante: uma ação entre amigos.

Entenda por quê:

O desembargador Rodrigo Capez é irmão do deputado estadual Fernando Capez, do PSDB, o mesmo partido do governador Geraldo Alkmin, o mesmo partido do prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury.

Essas pessoas são amigas entre si. Frequentam os mesmos jantares, tem os mesmos financiadores de campanha, são amigos de gente que é muito, mas muito amiga de Naji Nahas. E todos tem grandes amigos no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Por isso, o prefeito Eduardo Cury não fez o que deveria ter feito para proteger o seu povo: desapropriar o terreno e inscrever os moradores em um programa habitacional.

De fato, o terreno só pertence a Naji Nahas porque o prefeito Eduardo Cury operou o tempo todo a favor do megainvestidor. Pois da massa falida da Selecta, o único credor que ainda falta ser pago é…

…adivinhe?

Sim, o município de São José dos Campos.

A Selecta deve 10 milhões só em IPTU atrasado. O terreno deveria ter sido desapropriado e inscrito no programa habitacional do governo federal, o Cidade Legal. Esse assunto, inclusive, seria tema de uma reunião entre o prefeito e o secretário geral da presidência da república, Gilberto Carvalho, na quinta feira 19.

Inesperadamente, o prefeito cancelou a reunião com Carvalho, sem dar motivos. Ele já sabia da invasão e nesse momento atuava como homem forte a favor de Naji Nahas. Para defender os interesses do megapicareta, empastelou a negociação com o governo federal.

Fora isso, a reintegração de posse nunca deveria ter sido emitida. Está baseada em um documento caduco. A história é mais ou menos assim:

A primeira liminar de reintegração foi emitida pela 18ª Vara de Falências de São Paulo. Essa liminar foi cassada, pois a Vara da capital não pode discutir posse de área em outra cidade.

A massa falida então pediu reintegração à 6ª Vara Civil de São José dos Campos, que negou a ação de reintegração.

A massa falida então recorreu ao TJSP, que agora autoriza, mas não avisa o juizado de São José, o que caracterizou erro processual.

Por conta do erro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou todo o recurso da massa falida.

Agora pasme: baseado no recurso que começou na Vara de Falência de São Paulo e foi anulado pelo STJ, a juíza Márcia Loureiro, de São José dos Campos, reabriu o processo que culminou com a invasão da PM. Márcia Loureiro é uma conhecida e ferrenha militante a favor da reintegração de posse, ou seja, a favor de Naji Nahas.

Essas coisas não acontecem por acaso. A começar pelo desembargador irmão do deputado, que faz parte da base de Alkmin, que é do mesmo partido do prefeito, que opera a favor de Naji Nahas, que é amigo de Daniel Dantas.

Daniel Dantas???

Mas o que uma coisa tem a ver com outra?

Dantas e Nahas foram sócios em operações criminosas descobertas pela operação Satiagraha, posteriormente anulada pelo STJ. A dupla, diziam as investigações, subornava políticos e juízes como quem troca de camisas. Mas tudo foi extinto, anulado.

Durante as privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, Dantas e Nahas, ganharam rios de dinheiro em esquemas envolvendo estatais. Você sabe, Fernando Henrique, que é do PSDB, o partido do prefeito, que é o partido do governador, que é o partido do deputado, que é irmão do desembargador.

E que são amigos de Nahas e Dantas, que são amigos de muita, mas muita, mas muita gente que deve favores a eles, inclusive juízes, desembargadores, políticos…

O Tribunal de Justiça de São Paulo e o comandante da Polícia Militar, o governador Geraldo Alkmin, não tinham outra saída além de atender Nahas.

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